Feridos na bolsa recuam apressados

O sábio Emmanuel faz considerações importantes no capítulo 53 – Pregações, constante do livro Fonte Viva. Valendo-se da premissa de que “(…) na prática legítima do Evangelho não nos cabe apenas gastar o que temos, mas também dar do que somos (…)”, ele traz alguns exemplos de fugas e justificativas que muitos de nós nos permitimos na tarefa do bem. Vejamos:

1 – Há numerosos companheiros (…) discorrendo preciosamente sobre os méritos da bondade e da fé, mas, se convidados a contribuir nas boas obras, sentem-se feridos na bolsa e recuam apressados, sob disparatadas alegações;

2 – (…) afastam-se para diferentes setores, onde a boa doutrina lhes não constitua incômodo à vida calma (…);

3 – (…) não basta derramar o cofre e solucionar questões ligadas à experiência do corpo. É imprescindível darmo-nos, através do suor da colaboração e do esforço espontâneo na solidariedade (…);

São trechos parciais da bela lição. Convidam-nos a pensar mais. E acrescenta:

Quem, de algum modo, não se empenha a benefício dos companheiros, apenas conhece as lições do Alto nos círculos da palavra.

Afinal, acentua: Quem ajuda e sofre por devoção à Boa Nova, recolhe suprimentos celestes de força para agir no progresso geral.

Recorda Jesus que fez doação de si mesmo pelo bem de todos e conclui com a sabedoria que lhe é peculiar:

Pregadores que não gastam e nem se gastam pelo engrandecimento das ideias redentoras do Cristianismo são orquídeas do Evangelho sobre o apoio problemático das possibilidades alheias; mas aquele que ensina e exemplifica, aprendendo a sacrificar-se pelo erguimento de todos, é a árvore robusta do Eterno Bem, manifestando o Senhor no solo rico da verdadeira fraternidade.

Que conclusão! Notemos as expressões: a) que não gastam e nem se gastam; b) aprendendo a sacrificar-se pelo erguimento de todos. Eis um programa de trabalho!

Paremos para pensar no magnífico recado que a mensagem contém.

A lição toda é manancial para profundas reflexões sobre nós mesmos… como estamos diante dessas questões? Sugiro buscar o capítulo na íntegra.

Afinal, como deixou claro: na prática legítima do Evangelho não nos cabe apenas gastar o que temos, mas também dar do que somos.

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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