Aquilo que nos parece infortúnio às vezes é apenas o ajuste de compostos da argamassa de construção de nossa obra. Ou dos contornos de nossa caminhada. Uma pecinha a se ajustar, uma vírgula no texto a corrigi-lo, uma pincelada para finalizar a tela, não importa como e o que, mas o quando, este nos pega de surpresa.
Nos cabe isso tentar entender para não sofrer o desnecessário.
Ajustes. Simples assim.
Nem tudo é reação, nem tudo é expiação. Havemos de tentar entender que o universo se ajusta. Não fosse assim não existiriam terremotos. A fenda e as camadas se ajustam. A temperatura se elevou e o atrito mudou e num átimo as coisas se ajustam e, no entanto, aquilo que se encontra na crosta tem que se rearrumar e reorganizar, o que acontece com destruição, sofrimento e mortes.
O vulcão irrompe só e quando a pressão ultrapassa o limite. Qual limite? Como e quando saberemos?
Vida que se ajusta a todo momento. Sem perguntar e sem explicar.
Cabe a nós tentarmos e buscarmos compreendê-la para aprendermos o bem sofrer.
