Sou cristão, posso tecer críticas aos políticos?

Wellington - PlanaltoWellington Balbo – Salvador BA.

 

Um assunto espinhoso é a chamada crítica.

Quem gosta de recebê-la? Ainda não ouvi quem goste, embora alguns já amadurecidos consigam filtrar e extrair pontos positivos sem se deixar abalar.

Emmanuel disse a Chico Xavier certa vez: Se as críticas são verdadeiras não reclame, se não são, nada de ligar para elas.

Boa orientação, mas para saber aplicá-la é preciso um tanto de sangue frio, de razão, de analisar a questão como se estivesse de fora. Eis aí um bom exercício para o progresso.

Mas por que falo da crítica? Abordo este tema por conta da crise que nosso país está enfrentando; crise moral, com desmandos, absurdos, corrupção e tantas outras situações que fazem corar o povo brasileiro.

Como proceder ante ao que está ocorrendo?

Como falar, discutir, argumentar, lutar pelos direitos e criticar sem faltar com a caridade cristã?

Complicado, porém, possível.

Para o cristão ainda mais complicado, porquanto Jesus recomendou o perdão, o não julgamento, o olhar o lado positivo das coisas.

Logo, sendo a Terra morada dos Espíritos imperfeitos fato é que muitos se sentem pouco à vontade para dar alguns “puxões de orelha” no semelhante.

Entretanto, vale lembrar que Jesus não se omitia diante das barbaridades de sua época. O Mestre falava mesmo.

Ah, mas era Jesus… E ele podia fazer isso porque reunia condições morais para puxar a orelha de seus contemporâneos.

Digo a você que esse argumento é frágil. Naturalmente que estamos longe da natureza moral sublime de Jesus, todavia o fato de ainda sermos limitados não nos tira a possibilidade de enxergar inconvenientes e falar, criticar, argumentar.

Inconveniente, segundo os Espíritos, ver apenas o bem tapando os olhos para os absurdos.

Os Espíritos nos ensinam que é lícito repreender alguém desde que seja com fim útil e de forma moderada.

E onde está o problema?

O problema é que sempre queremos dar publicidade ao mal que os outros fazem, denegrindo o semelhante para que assim sejamos exaltados.

Todavia, ver apenas o bem e deixar as coisas como estão em omisso silêncio pode, também, ser configurado como falta de caridade.

E para ilustrar nosso texto deixo um fato que pude presenciar certa vez:

Um rapaz costumava apresentar-se aos clientes sempre com forte odor que exalava por baixo dos braços. Os colegas, constrangidos, nada diziam a ele, todavia quando o rapaz ausentava-se, tome-lhe risadas e comentários nada caridosos. Eis que chegou alguém e o alertou sobre seu cheiro. Desde então ele corrigiu-se e passou a apresentar-se melhor. Suas vendas melhoraram, sua reputação cresceu, ele foi promovido a supervisor, de supervisor a gerente, de gerente a diretor… Neste caso o silêncio era pura omissão, e a repreensão tornou-se o gatilho que fez sua carreira ascender…

Vale pensar nisso, refletir no coletivo, conversar, discutir, falar sobre a situação do país e buscar alternativas para a melhoria de todos.

Deus observará nossa intenção, e se esta, mesmo quando tecermos críticas for a de dar nossa parcela de contribuição, sem o intuito de denegrir instituições ou pessoas, será sempre bem vinda, pois gerará mudanças.

 

Post anterior
Próximo post

São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

CEVS

História

Contatos

Horários

Jogos culturais

Downloads

Obras Básicas

Revista Espírita

Palestra Ectoplasma

Apostilas Mediunidade

Artigos

Orson Peter Carrara

Valdenir de Paiva Baggio

Eder Spencer Quinto Ziliotto

Hugo Dumont