Síndrome de Deus

Por ilusão, imaturidade, orgulho e mesmo por simples ignorância e até por perversidade, queremos nos colocar no lugar de Deus!
Queremos impor, ordenar, manipular, conduzir, enchendo-nos da falsa postura de os únicos capazes, os mais poderosos, os chamados “maiorais”, numa expressão popular.
Esquecemo-nos de nossas limitações e carências, esquecendo igualmente nossa condição de meros aprendizes. E, iludidos, queremos fazer aquilo que não nos cabe, fugindo da compreensão de que estamos submetidos às Leis de Deus, sábias e generosas, mas também justas. Julgamos ter o poder de solucionar todos os reveses e problemas – com o nosso precaríssimo ponto de vista que é parcial –, de soluções e direcionamentos que não alcançamos, pois somente Deus tem a visão completa dos fatos, dos rumos.
E quando verificamos nossos próprios fracassos, que vão naturalmente acontecer, começamos a inventar, a fraudar, a enganar, para tentar provar nossa suposta superioridade no trato com os desafios. Isso acontece em todos os segmentos da vida, individual e coletivamente. Acontece em família, na profissão, nos meios religiosos, com autoridades, nos meios sociais e até com habitantes do mundo espiritual, que também têm desafios a enfrentar. E como os espíritos são meramente criaturas humanas fora da densidade corporal e ainda na condição de aprendizes, tentativas de manipulação e mentira também ocorrem entre eles e inclusive na interação conosco – os encarnados, se ainda estiverem dominados pelos sentimentos de pretensa superioridade.
Tudo isso ocorre porque ainda trazemos dentro de nós – aguardando a própria decisão individual de erradicá-las – as mazelas morais da inveja, do ciúme, da vaidade, do orgulho e todos os desdobramentos delas decorrentes.
Para bem compreendermos nossa pequenez e interrompermos esses ciclos ou picos de tola vaidade e descabidas pretensões, é oportuno buscar as questões 1 a 13 de O Livro dos Espíritos, que abordam sobre Deus. Inclusive sobre os atributos do Criador, nas questões 10 a 13. E já que estaremos com a obra em mãos, aproveitemos para também ler e meditar sobre o item VI da Introdução da obra, onde está um resumo da Doutrina Espírita, trazido pela revelação dos próprios espíritos que ditaram a Codificação nas perguntas apresentadas pelo Codificador Allan Kardec. Nunca será demais ler e reler, estudar esses itens.
Busquemos também as questões 913 a 917, que abordam o egoísmo, essa chaga moral, causadora de todos esses transtornos que enfrentamos na atualidade.
O que se percebe, com clareza, que há muito ainda a ser assimilado. Há muito o que estudar, conhecer, pesquisar. O conteúdo da Codificação Espírita é muito vasto, claro, lógico. Estudar esses itens, compará-los com as lutas individuais e coletivas da atualidade, é crescer não só no conhecimento, mas ir percebendo a grandeza das Leis Divinas, que nos convidam à conquista das virtudes, ao invés de ficarmos focados no egocentrismo de tão funestas consequências.

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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