RIDÍCULO E SILÊNCIO

Silêncio

Pelo Espírito Emmanuel.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Coletânea do Além. Lição nº 36. Página 89.

Há muitas espécies de provação para a dignidade pessoal e numerosos gêneros de defesa.

Há feridas que atingem a honorabilidade de família, golpes que vibram sobre a realização individual, calúnias que envolvem o nome, acusações gratuitas, comentários desairosos à reputação, análises mentirosas de situações respeitáveis e escândalos do ridículo.

Na maioria das experiências dessa natureza, o ruído é justo e a retificação adequada.

Nas contrariedades familiares, é fácil estabelecer programas novos e corrigir normas de conduta.

Na perseguição ao trabalho honroso, basta recorrer aos frutos substanciosos e ricos da obra realizada.

Na calúnia, socorre-se o homem reto do esclarecimento natural.

Nas acusações gratuitas, a verdade simples responde pelos acusados aos perseguidores cruéis.

Nos falatórios da rua, a realidade modifica a opinião popular.

No jogo das aparências, com que se procura envenenar as situações dignas, não é difícil demonstrar a nobreza dos fatos, focalizando outros prismas.

Para isso, há um exercício de servidores da justiça do mundo que, com rapidez ou lentidão, atende a reclamações e mobiliza providências compatíveis com os acontecimentos mais estranhos.

Mas, autoridade alguma da Terra garante facilidades à defesa contra os escândalos do ridículo.

Para suportar, dignamente, esse gênero de provação somente Jesus oferece o padrão necessário.

A reação não serve, o protesto complica, transforma-se a reclamação em escândalo novo, converte-se o rumor em incêndio de consequências imprevisíveis.

A criatura bem intencionada, sob a perseguição do ridículo, não tem outro recurso senão recordar o Cristo, incompreendido pelas autoridades de seu tempo, ironizado pelos ignorantes e injuriado pela multidão, compreendendo que todo homem responderá pelos seus atos a Deus no tribunal do foro íntimo, e que a mais alta defesa contra o sarcasmo do mundo é o silêncio da perfeita confiança no Divino Poder.

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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