– Quem somos?
R: Indivíduos que se aperfeiçoam à cada existência.
– O que somos?
R: A criação.
– Qual a diferença entre “quem somos” e “o que somos”?
R: A diferença é que para saber quem somos, analisamos as qualidades e defeitos individuais, ou seja, os caracteres psicológicos. Para saber o que somos, se torna necessária uma análise mais profunda: somos a criação Divina em constante evolução.
Somos o somatório de todas as experiências vividas nas mais diferentes existências, em todos os reinos, em todas as dimensões.
Sabedores de que possuímos um corpo etéreo, que chamamos de perispírito, compreendemos que nele ficam gravados todos os sucessos e insucessos das experiências que obtemos nas múltiplas existências. Hoje, encarnados, somos o resultado de todo este milenar aprendizado obtido em todos os caminhos percorridos.
Nesta longa peregrinação pelas paisagens mais diversas, vestindo corpos das mais variadas formas, convivendo com indivíduos de todas as classes sociais e com os mais complexos níveis de desenvolvimento moral e cultural, lapidamos nossa individualidade neste constante atrito travado no contato social. Podemos então, daí concluir que somos o resultado de todas as experiências vividas no plano físico e na erraticidade. Por isso somos todos diferentes uns dos outros.
Mas, e o que somos? – Somos esta individualidade que estagia nos mais diversos planos e reinos, na busca incessante do aperfeiçoamento. Somos como a semente que tem que romper a escuridão da cova para alcançar o calor e a luz. A escuridão simboliza a nossa ignorância e a luz representa a perfeição relativa que estamos destinados a alcançar.
O que mais nos confunde, devido ainda à nossa ignorância, é pensar que somos este corpo de carne ou somos um espírito com os mesmos sentidos que nossos corpos físicos possuem. Definitivamente não. Estamos neste estágio hominal. Já passamos há muitos milênios das condições inferiores para esta que vivemos, porém, a evolução é constante e haveremos de deixar esta forma atual para possuirmos outra mais aprimorada, o que nos dará condições de alcançar maiores responsabilidades, mais complexos trabalhos e conquistarmos mais adornados sentimentos.
Estamos em rota contínua para encontrarmos com os libertadores estados de consciência superior, resultado das vitórias obtidas sobre o primitivismo ainda reinante, que nos proporcionará condições de libertação do “casulo” que revestimos temporariamente, para o renascimento esplendoroso e iluminado, que é o destino de todos os seres da Criação.
