“Jesus é um socorro do Céu. Tardar na sua mensagem é delongar o desespero dos homens. Aliás, a palavra “evangelho” significa “boas notícias”. É indispensável espalhar essas notícias do plano mais elevado da vida”.
Paulo e Estêvão (Série Romances de Emmanuel)
Jesus representa o farol consolador para a criatura humana.
Desde os tempos primitivos, o ser humano já se indagava sobre a natureza íntima de Deus. Ainda na barbárie, os homens compreendiam Deus como tudo aquilo que impressionava os sentidos materiais: o fogo, os mares, os raios, as florestas densas e frondosas, as tempestades e os tremores de terra. Eram como crianças espantadas, desejosas de compreender como o Divino Senhor operava o universo.
Com o passar dos séculos, perceberam que havia algo além do corpo físico e que uma força sublime gravitava sobre tudo aquilo que tocava seus olhos e sentidos. Ainda assim, o ser humano continuava a clamar por respostas… desejava alcançar o Sublime Senhor em sua intimidade.
Atendendo aos apelos da Terra, a Providência julgou ser o momento de enviar a assistência dos Céus, na figura de Moisés, e com ele revelar as Leis iniciais: justiça, amor, caridade, sociedade, progresso, trabalho, adoração, reprodução, destruição e igualdade. Contudo, o homem ainda se encontrava nos primeiros estágios da infância espiritual e pouco compreendeu da profundidade dessas Leis, preferindo encobri-las com cultos exteriores e véus de mistério. A religião dos iniciados anunciava os primeiros passos no relacionamento com Deus, mas ainda carregava traços de dureza de coração, ignorância e divisões. Assim, via-se Deus pelos prismas da luta, da repreensão e do castigo.
Com a partida do primeiro revelador, muitos profetas anunciaram a vinda da grande luz, que daria início a uma nova forma de relacionamento com o Criador. Havia chegado o tempo das consolações e esperanças, pois Aquele que viria nos traria o Código Divino. Mas, em sua ignorância, o homem esperava um Salvador que depusesse os Césares do mundo — e, se assim fosse, Ele teria sido tão passageiro quanto os primeiros.
E eis que o Divino Enviado chega, em sua manjedoura humilde. Seus primeiros adoradores foram pastores simples, que o envolveram em panos rústicos das vestes do campo. Desde menino, nas estradas de Nazaré, consolava os doentes, orientava os perdidos da alma e acolhia a todos em seu coração magnânimo — como a dizer-nos que “boas novas” haviam chegado dos píncaros celestes: era o tempo da esperança. Como mil sóis, Sua luz imorredoura há de brilhar eternamente para todos os que desejam trilhar os planos mais elevados da vida.
