Louso e Infeliz

**_Louco e infeliz_** – Orson Peter Carrara

Corremos o risco de agir assim, como loucos e infelizes, anestesiados por mil preocupações e providências e esquecendo o principal. A afirmação é de Fabiano de Cristo.

Fabiano (1676 – 1747) foi um frade da Ordem dos Frades Menores. Ainda jovem emigrou para o Brasil, onde desenvolveu um trabalho de dedicação e amor ao próximo. Ficou mais conhecido como Fabiano de Cristo, mas seu nome de nascimento é João Barbosa. Sua bela biografia merece ser conhecida e é encontrada facilmente em pesquisa pela net. Biografia que inspirou vários trabalhos, entre palestras, vídeos de palestras e entrevistas e também livros.

Como autor espiritual também ditou várias mensagens pela mediunidade psicográfica. É também de sua autoria o capítulo 2 – _Caridade_, constante do livro _Falando à Terra_, de diversos espíritos e psicografia de Chico Xavier, com edição da FEB. Sugiro inclusive ao leitor pesquisar na internet para ter acesso ao livro na íntegra.

O citado capítulo, todavia, traz ensinos valiosos, dos quais destaco uma sequência de citações. Antes, porém, do destaque e grifos de nossa autoria, o autor leva a conhecer os variados ângulos da caridade. Note-se, para trazer um único exemplo, o alcance dos raciocínios constantes do artigo: “(…) A caridade divina é tangível em toda parte. Caridade é o ar que respiramos, a luz que nos aclara os caminhos, o grão que nos supre de forças, o pano que nos envolve, a afeição que nos acalenta, o trabalho que nos aperfeiçoa e a experiência que nos aprimora. (…)”.

Além, todavia, dos valiosos exemplos ali constantes e claros raciocínios, destaco:

_Todo egoísmo está condenado de início._ _A água, sem proveito, putrefaz-se._ _O arado inativo é carcomido pela ferrugem._ _A flor estéril torna ao adubo._ **_O espírito permanentemente circunscrito ao estreito círculo de si mesmo é castigado com a desilusão_**_._ _Recebendo as bênçãos do Céu, através de mil vias, a cada instante da experiência no corpo,_ **_o homem que não aprendeu a dar, em auxílio espontâneo aos semelhantes, é louco e infeliz_**_._

O leitor já percebe que a inspiração do artigo surgiu da expressão que conclui a transcrição: **_é louco e infeliz_** aquele que não aprendeu a dar. Esse “dar” é muito amplo, genial, alcançando todos os estágios de relacionamento, convivências e aprendizados. A expressão: **_castigado com a desilusão_** é também muito profunda e abre igualmente vários ângulos de percepção.

Afinal, como também constante do artigo: “Sem obediência às normas da caridade, que exalta o **sacrifício de cada um para a bem-aventurança de todos**, qualquer ensaio de felicidade é impraticável. (…)”. Leia-se novamente! É profundo, orientativo, convidativo ao bem, citando as **_normas da caridade_** (que convida igualmente a ampla reflexão. Pois que devemos nos perguntar sempre e debate o tema em grupos: _O que é a caridade exatamente, como vivê-la?_

Em apenas duas perguntas, todo um universo de reflexões.

Para ler o capítulo na íntegra, clique:

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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