Homens de Pouca Fé!

Homens de Pouca Fé!

Sempre, ao preparar a mensagem da semana, tento trazer Jesus, que é a prática viva do Evangelho, para as diversas situações de nosso dia a dia, pois, como dizia Chico Xavier: “Jesus não é uma personalidade a ser apenas adorada, mas uma verdade a ser vivida”.

Esta semana não foi diferente. Durante a semana passada, por diversas vezes, um tema frequente foi a fé: nas conversas com amigos, no Evangelho no Lar e nas atividades do fim de semana. Mas gostaria de abordar um outro ponto de vista com vocês.

Para nossa reflexão, gostaria que relembrássemos duas passagens do Evangelho que vão ao encontro justamente do ponto de vista que gostaria que refletíssemos juntos.

A primeira passagem se encontra no Evangelho de Lucas, capítulo 7, versículos 1 a 10: “A cura do servo do centurião”.

A segunda passagem se encontra no Evangelho de João, capítulo 4, versículos 46 a 54: “A cura do filho de um alto oficial real”.

Em ambas as passagens, os dois personagens que pedem a Jesus que seus entes queridos sejam curados não eram seguidores do Cristo. Mas, por crerem fielmente nele e terem a plena convicção de que Jesus possuía autoridade para tal, não duvidaram, em nenhum momento, de que Jesus poderia realizar aquilo que fosse melhor para eles.

Gostaria de trazer os seguintes questionamentos para nossa vida:

Mesmo nos dizendo cristãos, temos esta mesma confiança em Jesus? Temos esta fé que, infelizmente, muitas vezes confundimos com esperança, mas que, na verdade, é a certeza inabalável dos desígnios de Deus?

Vamos a alguns exemplos práticos em nossa vida.

Quando entramos em um ônibus, Uber ou avião, pedimos ao motorista ou ao piloto sua carteira de habilitação, seus certificados ou os devidos cursos legais para saber se aquele profissional é capacitado para nos conduzir ao nosso destino? Ou simplesmente confiamos?

Ao irmos a um determinado médico, quando entramos em seu consultório, pedimos a ele seu diploma ou simplesmente confiamos nossa vida física em suas mãos?

Tenho a certeza de que nossa resposta foi simplesmente: confiar e seguir.

Mas questiono: por que, quando se trata de Deus e dos caminhos de nossa vida, não temos toda esta confiança?

A resposta é simples: ainda somos homens de pouca fé.

Mesmo nos considerando cristãos, ainda não temos a certeza. Proferimos pela boca nossa confiança em Deus e em Jesus, mas ainda não estabelecemos essa confiança em nossos corações, pois ainda não vivemos como Jesus nos ensina:

“Viva para o Reino de Deus e, no mais, tudo será acrescentado.”

Quando Jesus nos diz isso, não está dizendo que não teremos necessidades materiais. Está dizendo que essa não é a nossa prioridade. E que, quando vivemos para construir o Reino de Deus em nós mesmos, na nossa luta diária para nos transformarmos e sermos melhores a cada dia, o necessário será sempre acrescentado.

Então, cabe a nós entendermos que a verdadeira fé é seguir o exemplo do centurião e do oficial real. Eles tiveram a certeza; realmente creram que Jesus e seus ensinamentos são o caminho a ser procurado e seguido a todo momento.

E, se estivermos nesse caminho, teremos a certeza de que, assim como o sol vai nascer a cada manhã, Deus e Jesus estarão a nos dizer:

“Vá. Seu servo e seu filho estão curados.”

Ou, melhor ainda, talvez nos digam:

“Vá, insista, tenha coragem. O segredo é acreditar. O segredo é crer. É ter a certeza de que, quando estamos construindo o Reino de Deus em nós, tudo mais será acrescentado.”

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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