Eu era feliz e não sabia.

ar-784x400-autoconhecimento-chrisallmeida-020812Wellington Balbo – Salvador BA

Quantas vezes você falou ou escutou a frase acima? Com certeza será impossível contar tamanha a quantidade.

Perceba que na frase “Era feliz e não sabia” só se constata a felicidade posteriormente. Bem provável que na época em questão as reclamações eram constantes e a frase também fora proferida a evocar um tempo pretérito.

O que demonstra estarmos no presente vivendo o passado.

Interessante é que, também, muitas vezes estamos no presente vivendo o futuro. Preocupação com o compromisso seguinte, olhos voltados ao celular, pressa em sair logo da conversa porque se tem tanto a fazer.

Quem perde? O presente, este fica esquecido, é um tempo não vivido, não celebrado.

Jesus, em sua sabedoria, ensina: Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal.”

Viver o presente, eis o que orienta o maior filósofo de todos os tempos.

Aliás, vale destaque de como são modernos os ensinos de Jesus. Este então, perfeitamente aplicável em nosso tempo.

O que fica de indagação é:

Por que temos dificuldades em viver o presente?

Por que buscamos constantemente o passado ou, apressados, o futuro?

Sinceramente não possuo uma resposta cheia, definitiva e que possa cravar. Mas tenho um ponto para instigar nossa reflexão:

Talvez estejamos fugindo de nós mesmos, de encarar a realidade em que estamos inseridos, de modificar o que deve ser modificado. Porque viver num tempo em que não é nosso é o mesmo que fugir da realidade.

E o passado não é nosso tempo, tampouco o futuro.

Encarar o mundo atual realmente não é tarefa fácil, porém por mais dores e máscaras que faça cair é fundamental.

Para crescer necessito viver o presente, e para viver o presente sem me enganar com o passado ou futuro eu tenho de realizar o processo de autoconhecimento.

Como afirma Santo Agostinho em O livro dos Espíritos corroborando com a máxima socrática:

Conhece-te a ti mesmo!

O homem moderno conhece de tudo, realiza viagens espaciais, vasculha e pesquisa criteriosamente o universo microscópico, desvenda mistérios contidos por milênios na mãe natureza, entretanto, carece de conhecer-se.

Busca desvendar o universo externo quando também poderia desbravar seu mundo íntimo, seu coração, seus anseios mais secretos, suas virtudes e pontos a melhorar.

A viagem para dentro de si mesmo é complexa e requer muita coragem, pois pode-se conhecer partes escangalhadas e que requerem reparos. E reparar a si mesmo dá muito trabalho. Mas não tem jeito, é uma necessidade para viver o presente e, também para o progresso. E como o progresso é uma lei, não há outro jeito.

Extirpar a frase: “Era feliz e não sabia” de nosso vocabulário é buscar viver o presente.

E uma das maneiras de viver o presente é apresentando-se a si mesmo:

 – Prazer, eu sou eu e quero me conhecer!

De tal modo que o futuro chegará e poderei dizer sem medo:

Era feliz e sabia, pois valorizei cada momento vivido!

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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