Como Entender o “Amor a Nós Mesmos”, Segundo a Fórmula do Evangelho?

Esta pergunta está no livro O Consolador (Emmanuel/Chico Xavier, edição FEB), em sua questão 351, em sua Terceira parte – Religião, subtítulo Fraternidade. Referido livro, como todos os demais do conhecido autor espiritual, é de grande conteúdo, está um pouco esquecido e precisamos novamente nos debruçar sobre tão preciosa obra. Dividida em três partes, a obra traz o tripé do edifício doutrinário do Espiritismo, com análises da Ciência, Filosofia e Religião.
Perguntas e respostas são ótimas. Selecionei aqui a já citada 351, de cuja resposta, que é bem compacta, destaco alguns trechos importantes e muito didáticos, sempre partindo da indagação principal, óbvio, que intitula a presente abordagem: (negritos são nossos)
a) deve ser interpretado como a necessidade de oração e de vigilância – Temos pensado nessa interpretação? Consideramos que a prece, a autovigilância, nos propiciam equilíbrio e, portanto, amor a nós mesmos nas diversas circunstâncias?
b) Para nós outros, a egolatria já teve o seu fim, porque o nosso problema é de iluminação íntima, na marcha para Deus. – Notemos o alcance dessa afirmação de um espírito que já compreendeu as ilusões das vaidades e do ego que se sobressai. Sugiro mesmo que a expressiva frase seja lida novamente.
c) deve traduzir-se em esforço próprio, em autoeducação, em observação do dever, em obediência às leis de realização e de trabalho, em perseverança na fé, em desejo sincero de aprender com o único Mestre, que é Jesus Cristo. – Olha que orientação precisa, que receita preciosa de amor a nós mesmos. Temos observado?
d) Quem se ilumina, cumpre a missão da luz sobre a Terra. – Lógica natural da própria dinâmica da vida. Trazemos conosco grave compromisso de auto iluminação.
e) todo bem conseguido por nós, em proveito do próximo, não é senão o bem de nossa própria alma. – Há intensa necessidade absorvermos esse raciocínio em nossa intimidade, para tê-lo conosco como meta de vida.
Notem que os cinco itens, extraídos da resposta de Emmanuel à importante pergunta pode embasar abordagens e debates, em nossas instituições – estimulando-nos o crescimento pessoal –, mas igualmente, claro, constitui verdadeiro roteiro para amar a nós mesmos.
Vale lembrar, embora claramente perceptível, que pergunta e resposta foram inspiradas na célebre anotação de Marcos, 12:31: “(…) O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (…)”.
O libertar-se de ilusões e expectativas, os esforços pelo progresso próprio e o empenho pelo bem geral à nossa volta será, com as poderosas ferramentas da oração e da vigilância, o programa para amar a si mesmo. Que maravilha!
Reflitamos mais sobre esses pontos que Emmanuel nos apresenta.

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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