Choramos e nos ajoelhamos. Vivemos no desespero destemperado.
Levantar as mãos ao alto implorando pela ajuda e rogando aos céus.
Onde está a solução, oh Deus? Por que me vejo tão sozinho?
Mas, e se a solução viesse por uma cadeira de rodas?
Se viesse por uma internação, uma doença grave, por uma enorme perda material?
Vamos algum dia entender, que só a humildade trará o avanço pedido? Que a compaixão é o bálsamo aliviador? Que o perdão é o rodo que passa limpando tudo para tirar da nossa casa mental todo acúmulo de água suja e parada, do medo, da raiva, da inveja, do egoísmo e do orgulho? Mesmo se pedirmos, as soluções para os nossos problemas virão no tempo e pelo jeito necessários. Quando pedimos até mesmo interferirmos pois o que queremos não é do mister divino para nós. Somos deficientes sentimentais, cadeirantes do amor, tetraplégicos da paciência amorosa.
Aceitemos os desígnios de Deus com o bem sofrer.
