Sem Espíritos Não Há Mediunidade

No especial subtítulo Mediunidade gratuita, constante do capítulo 26 de O Evangelho Segundo o Espiritismo, encontram-se preciosas considerações do próprio Codificador Allan Kardec aos estudiosos e adeptos do Espiritismo. Composto de apenas 4 itens (7 a 10), os parágrafos contribuem de maneira muito expressiva sobre a prática mediúnica. Resumimos (por coincidência também em 4 itens) didaticamente:
1 – Os médiuns existem para: a) Intérpretes dos Espíritos para instrução dos homens; b) Mostrar-lhes o caminho do bem; c) Conduzi-los à fé. No texto compacto do item 7, Kardec acrescenta que os médiuns não podem vender palavras ou feitos que não lhes pertencem. Isso por uma razão muito simples: não são o produto de sua concepção, nem de suas pesquisas, nem de seu trabalho pessoal, pois que mediunidade não é um privilégio, e se encontra por toda a parte; fazê-la pagar seria desviá-la de sua finalidade providencial.
2 – Absoluto desinteresse: Já no item seguinte (8), Kardec deixa bem claro que a primeira condição para se conciliar a benevolência dos bons Espíritos é a humildade, o devotamento, a abnegação, o mais absoluto desinteresse moral e material. E traz lúcida orientação no início do parágrafo: “Aquele que conhece as condições nos quais os bons Espíritos se comunicam, sua repulsa por tudo o que se seja do interesse egoístico, e que sabe que quão pouca coisa é preciso para afastá-los, não poderá jamais admitir que os Espíritos superiores estejam à disposição de qualquer um que os chamasse a tanto por sessão (…)”.
3 – E também adverte o lúcido Codificador: “Os Espíritos levianos, mentirosos, espertos, e toda multidão de Espíritos inferiores, muito pouco escrupulosos, vêm sempre e estão sempre prontos para responder ao que se lhes pergunta, sem se importarem com a verdade.” Isso também no item 8.
4 – Notável o que está no item 9: A mediunidade “é uma faculdade essencialmente móvel, fugidia e variável, com a permanência da qual ninguém pode contar.” Recomendo ao leitor ler na íntegra o citado item do referido capítulo. É magnífico! Acompanhem a seleção de pequeno trecho: “(…) a mediunidade não é uma arte, nem um talento, (…) não existe senão pelo concurso dos Espíritos; se esses Espíritos faltarem, não há mais mediunidade; a aptidão pode subsistir, mas o exercício está anulado; assim não há um só médium no mundo que possa garantir a obtenção de um fenômeno espírita em dado instante. (…)”.
Os quatro itens acima enumerados estão adaptados, em alguns casos com transcrições parciais de nossa seleção, mas o ideal mesmo é ler, estudar, refletir sobre o compacto capítulo 26, em sua íntegra, especialmente nos itens 7 a 10.
A reflexão em torno do conteúdo previne de ilusões, enganos e deturpações, alertando sobre a gravidade da tarefa mediúnica. Haverá amplo entendimento sobre os equívocos e explorações envolvendo a mediunidade, exatamente pelo desconhecimento de tão peculiar capítulo da obra.

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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