Sem Murmurar

No capítulo 88 – Correções, constante do livro Pão Nosso (ed. FEB), de Emmanuel/Chico Xavier, encontramos preciosa lição.
Emmanuel se vale de trecho de Paulo (Hebreus, 12:7), que transcreve e aqui também reproduzimos. Note a clareza: Se suportais a correção, Deus vos trata como a filhos; pois que filho há quem o pai não corrija?

A comparação à condição terrena, quando todo pai sempre tem oportunidade e necessidade de corrigir para orientar os filhos, assim também o Criador envia correções aos filhos equivocados, rebeldes e ainda imaturos, para que aprendam.

O texto é compacto, na conhecida capacidade do citado autor espiritual, e traz trechos importantes que não podem ficar desconhecidos. É preciso que os tenhamos sempre à vista.
Destaco alguns, mas convido o leitor a buscar a íntegra do capítulo. Os dois primeiros parágrafos são importantes no contexto geral:
Bem-aventurado o espírito que compreende a correção do Senhor e aceita-a sem relutar.
Raras, todavia, são as criaturas que conseguem entendê-la e suportá-la
.

Depois ele afirma que a correção, embora sagrada e silenciosa, na maioria das vezes é rejeitada, face à rebeldia que nos caracteriza, eliminando valiosas oportunidades de amadurecimento. Considere-se que referida ocorrência é marca de imenso amor do Criador pela criatura.
Os dois parágrafos seguintes, todavia, são muito expressivos. Leia-se com muita atenção, eles me motivaram o presente artigo:

Muita gente, em face do fenômeno regenerativo, apela para a fuga espetacular da situação difícil e entrega-se, inerme, ao suicídio lento, abandonando-se à indiferença integral pelo próprio destino.
Quem assim procede não pode ser tratado por filho, porquanto isolou a si mesmo, afastou-se da Providência Divina e ergueu compactas paredes de sombra entre o próprio coração e as Bênçãos Paternas
.

Note-se que muitos de nós nos enquadramos nessa situação: fuga, entrega inerme, abandono de si mesmo, optando – com amargura – à indiferença ao próprio destino. Isola-se, afasta-se e ergue paredes que impede a recepção de inúmeras bençãos! O prejuízo é de si mesmo, conclui-se.

A compreensão da corrigenda divina, no entanto, traz o reajustamento à vida de equilíbrio, pois, que vencida a tempestade íntima – como ele mesmo afirma – o olhar é de aprendizado, de serviço, e agora com a experiência das amarguras de ontem, visando o amanhã.

A conclusão do compacto e valioso texto é magistral:
Não te esqueças de que o mal não pode oferecer retificações a ninguém. Quando a correção do Senhor alcançar-te o caminho, aceita-a, humildemente, convicto de que constitui verdadeira mensagem do Céu.
Ao ler o texto lembrei-me de outra mensagem, do mesmo autor, e que também aponta nessa direção: pensarmos que toda dificuldade, revés ou obstáculos que se apresentam, originam-se dum passado de culpas. Nem sempre.

É verdade que existem causas no passado, também existem causas no presente, mas muitas dores e muitos sofrimentos são recursos educativos, dada nossa necessidade de aprendizado.
A vida apresenta muitos desafios, não com causas no passado e mesmo no presente, para que aprendamos a lidar com eles, a solucioná-los ou mesmo buscar como resolvê-los. Antes que débitos do passado remoto ou recente, estão muitas dificuldades e dores enquadradas em recursos que necessitamos para desenvolver a inteligência e conquistar novas virtudes, melhorando a nós mesmos. Não existissem, talvez não saíssemos do lugar.

Busque o texto dessa outra mensagem no link abaixo. Ele consta do capítulo 10 – Lições Humanas, no livro Inspiração (ed. GEEM). É só clicar:
aqui

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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