Simplesmente, adeus!

O que mais nos deparamos nesta vida é com mudanças:
Aqueles amigos dos bancos primários escolares não são os mesmos amigos do ensino médio.
Os amigos do ensino médio não são os mesmos que convivemos na faculdade.
Os amigos da faculdade não são os mesmos que convivemos no dia a dia.
O mesmo se dá com os professores.
O mesmo se dá com os demais trabalhadores: as merendeiras, as faxineiras, as supervisoras.
Uma multidão de pessoas passa pela nossa vida. Desempenham seu papel e passam.
Os cenários também se modificam. As estruturas que conhecemos na infância se modificaram a tal ponto que não mais reconhecemos as antigas. Tudo passa e se modifica.
Diariamente nos despedimos do presente, arquivando em nossa consciência o pretérito que um dia recordaremos com pontas de nostalgia.
Quantos adeus nós não dissemos. E tudo passou… Pessoas passaram… Situações passaram… Amores passaram… Familiares passaram… O que restou?
Restaram as páginas escritas e coloridas por nós em nosso livro da vida. Tudo está lá guardadinho, com riquezas de detalhes, com cor, cheiro, peso, saudade, tristeza, paixão, amor, ódio, desejo, sonhos, realizações, frustrações, comemorações e… adeus!
Tudo passa! Quanta coisa passou! Quanta gente passou! Agora a solidão começa a visitar, trazendo consigo a saudade. Consoladora saudade.
Saudade, fio de lembrança animado por refinados sentimentos que nos ligam aos cenários e pessoas que já não constam em nossos ambientes físicos, mas que nos inundam de reminiscências prazerosas e benfazejas.
Se tudo passa e o que restará é a consoladora saudade, o que será daqueles que não souberam escrever no livro da vida as histórias enriquecedoras da sua trajetória? Lamento àqueles que escreveram suas páginas com rancor, ressentimento, ira, desprezo, melancolia, pessimismo, desonestidade e dores.
Se o que restará são as lembranças, muitos não terão do que se orgulhar em recordar.
Coloquemos nas páginas da nossa vida o maior número de amigos possível. Não nos esqueçamos das pessoas que nos foram importantes. Não olvidemos aqueles que nos aconselharam, que nos ensinaram, que foram conosco muito pacientes e amorosos. Não nos esqueçamos das confraternizações, dos sonhos, das realizações, do suor, das lágrimas de alegria, dos momentos de fraternidade, nas conversas desinteressadas e alegres, em suma, na vida bem vivida.
Viva, ame, construa, ajude, ensine, aprenda, console, sorria, divirta-se, trabalhe.
Um dia virá o adeus, mas que ele deixe registrado no coração as delicadas letras da saudade.

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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