Postura coerente ou só aparência?

Postura

Orson Peter Carrara

Tem sido desafio em todos os tempos mantermo-nos coerentes com as noções de justiça e bondade que gradativamente vamos adquirindo pelas experiências de vida, sejam nos relacionamentos ou até mesmo com as reflexões interiores sempre presentes. Afinal sempre é tempo de nos perguntarmos se somos coerentes com o que já sabemos ou afirmamos saber, quando confrontamos tais conteúdos com as posturas e comportamentos que adotamos. Ou, em outras palavras, se estamos com as ilusões da aparência.

Num planeta com tantos extremos que todo dia apresenta quadros de mediocridade e violência, igualmente contrastando com as belezas e harmonia da natureza, é de se perguntar mesmo como estamos…

Há uma afirmação do Apóstolo Paulo que nos ajuda nessa reflexão. Acompanhe comigo página do capítulo 23 do livro Caminho, Verdade e Vida (ed. FEB, autoria de Emmanuel):

Na epístola aos romanos, Paulo afirma que o justo viverá pela fé.
Não poucos aprendizes interpretaram erradamente a assertiva. Supuseram que viver pela fé seria executar rigorosamente as cerimônias exteriores dos cultos religiosos.
Frequentar os templos, harmonizar-se com os sacerdotes, respeitar a simbologia sectária, indicariam a presença do homem justo. Mas nem sempre vemos o bom ritualista aliado ao bom homem. E, antes de tudo, é necessário ser criatura de Deus, em todas as circunstâncias da existência.
Paulo de Tarso queria dizer que o justo será sempre fiel, viverá de modo invariável, na verdadeira fidelidade ao Pai que está nos céus.
Os dias são ridentes e tranquilos? Tenhamos boa memória e não desdenhemos a moderação. São escuros e tristes? Confiemos em Deus, sem cuja permissão a tempestade não desabaria. Veio o abandono do mundo? O Pai jamais nos abandona. Chegaram as enfermidades, os desenganos, a ingratidão e a morte?
Eles são todos bons amigos, por trazerem até nós a oportunidade de sermos justos, de vivermos pela fé, segundo as disposições sagradas do Cristianismo”

A expressão “o justo viverá pela fé”, de Paulo, extrapola a falsa noção que atribuímos a esse viver, como se ele fosse o mero cumprimento de aparências estabelecidas. A fé não está atrelada a aparências; há que ser cultivada, conquistada, construída, meditada, vivida, portanto, nos esforços do comportamento coerente com o conhecimento, em qualquer circunstância, para a conquista de uma postura coerente que não seja mera aparência…

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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