Recorte de Jornal

- Recorte de Jornal_thumb[2] (1)Orson Peter Carrara

 Um amigo carioca envia-me virtualmente um recorte de jornal com o título “Pesquisa” e o seguinte texto:

“A ONU resolveu fazer pesquisa em todo mundo. Enviou carta ao representante de cada país com a pergunta: Por favor, diga honestamente qual é a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo. A pesquisa foi um grande fracasso. Por que? Todos os países europeus não entenderam o que era escassez. Os africanos não sabiam o que era alimento. Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre o que era opinião. Os argentinos mal sabem o significado de por favor. Os norte-americanos nem imaginam o que significa resto do mundo. O Congresso Brasileiro está até agora debatendo o que é honestamente.”

Claro que o texto é uma montagem humorada e ao mesmo tempo dramática das diferenças culturais do planeta e também da enorme distância moral que distingue os países, por força de hábitos, condicionamentos, governos, etc. e até mesmo da indiferença com que muitas vezes nos tratamos uns aos outros, inclusive coletivamente, no desrespeito a outras pátrias.

O texto também é uma alfinetada na drástica crise moral que atinge o Brasil, com a situação vigente de desequilíbrio político, oriundo da ausência de moralidade no comportamento, que não é só político, é geral, denotando a urgência da melhora individual que resulte no bem coletivo para a Pátria.

A ironia quanto aos outros países citados igualmente é uma declaração aberta de posicionamentos que tem caracterizados as culturas de diferentes nacionalidades nessa imensidade de um planeta em reviravolta que tenta encontrar-se a si mesmo, face às ilusões que ainda nos permitimos, como cidadãos, seduzidos pelo poder, sem perceber a transitoriedade de nossos efêmeros valores materiais, ainda que necessários.

Felizmente o “fundo do poço tem molas” e nos devolverá à superfície de nós mesmos até que aprendamos o respeito mútuo e a solidariedade, valores vitais para a harmonia social. Sem eles, vemos a miséria e a violência – em todos os ângulos cruéis com que ela se apresenta – e todos os seus lamentáveis desdobramentos, frutos mesmo do egoísmo, da vaidade, do orgulho que ainda nos caracteriza a condição humana.

Mas as lições vão modificando a mentalidade, pois o progresso é inevitável. Se somos refratários ou rebeldes aos aprendizados de aprimoramento intelecto-moral, a vida e suas perfeitas leis nos colocarão no caminho que precisamos.

Esse aspecto de determinismo do progresso, pois que lei, é fator de muita esperança, alívio e entusiasmo para alterar a situação precária que ainda nos encontramos no convívio social. Ele nos convida à mudança, à alteração de paradigmas, traça com clareza objetivos a serem traçados e alcançados e melhor, orienta o caminhar, mostrando que a única alternativa de felicidade real é o amor que se expressa por meio da gentileza, da atenção, da honestidade, da solidariedade.

Somos convidados a agir com bondade e determinação nesse objetivo, usando a confiança em Deus e a resignação como instrumentos que devemos assimilar em nós mesmos, indispensáveis para a segurança que nos faz avançar destemidos.

Por isso, a realidade imortalista (somos criaturas imortais) da vida ainda é a grande causa capaz de modificar os corações humanos. A ausência dessa noção vital é a responsável pelos tristes quadros ainda vivenciados pela humanidade, especialmente os morais, que geram os demais.

O fato da assimilação de que não somos o corpo, estamos nele temporariamente em experiências de aprendizado, modificará o panorama social, destruindo o materialismo. Esse o grande desafio a ser levado adiante, para o qual todos somos convidados: viver no planeta, sim, mas com a consciência de que aqui estamos temporariamente e os apegos todos serão dolorosos quando chegar a hora de partir…

E já que a vida é imortal e todos nos reencontraremos com a própria consciência, o grande juiz incorruptível, é melhor cuidarmos de andar na linha desde já. Não por ameaça ou medo, mas por consciência de seres que já compreenderam que a vida atual não é um passeio, mas uma valiosa oportunidade de aprendizado, onde devemos respeitar e agir com decência, vivendo em harmonia interior e auxiliando-nos mutuamente na superação das dificuldades que todos temos, não importa a idade, a raça, a nacionalidade, o nome, o cargo, a profissão, a crença ou qualquer outra diferença que queiramos nominar.

Somos filhos da mesma origem e devemos conquistar o futuro de felicidade que nos está reservado com os esforços continuados nas experiências que a vida vai oferecendo.

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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