O que você procura indo ao centro espírita?

imagemWellington Balbo –Salvador BA

Ao observar o vai e vem de pessoas pelas dependências dos centros espíritas aos quais visitava, colocava minha mente para trabalhar e imaginava:

Qual seria, realmente, o anseio desta pessoa ao procurar o centro espírita?

Será tão somente a busca pela cura do mal ou o problema que a aflige? Será que o objetivo é por encontrar uma razão para viver? Será a curiosidade por notícias dos afetos que já partiram deste mundo?

Perguntas e mais perguntas borbulhavam em minha mente. Para responder as minhas indagações só havia um caminho: questionar os freqüentadores de diversos centros espíritas e em diversas regiões o que buscavam ao chegar ao centro espírita.

Então, pedi a um grupo de indivíduos, cerca de 150, que escrevessem num papel o que buscavam ao chegar ao centro espírita. Em realidade o questionamento foi:

Ao adentrar um recinto religioso o que você procura?

A maioria das pessoas cravou em ACOLHIMENTO.

Contrariando meu pensamento, nada daquilo que se passava em minha mente refletia a realidade. O que mais queriam não era contato com o Além, nem a cura para os males, mas, sim, sentirem-se acolhidas, queridas, amadas.

O ser humano tem sede de ser acolhido, bem tratado. Quando chegamos num local que a ninguém conhecemos, queremos apenas alguém que nos acolha.

Quando vamos à escola pela primeira vez, queremos alguém que nos receba. Quando a idade avança, nossa vontade é de ser acolhido nas limitações ou dificuldades. Seja na criança, jovem ou idoso o sentimento de ser acolhido é sempre um carinho na alma.

Pode parecer pouca coisa, todavia, uma simples pergunta, como: Posso servi-lo? – exerce no outro a idéia de importância, de pertencimento, participação. Mostra que estamos de alguma forma acolhendo, recebendo, preocupando-se com suas necessidades.

Outro dia um amigo comentou:

“Gosto demais da maneira como a maioria dos evangélicos recebem as pessoas que chegam à igreja. Eles, definitivamente, são excelência quando o tema é ACOLHIMENTO.

Eis, portanto, um bom questionamento para nós, espíritas, realizarmos dentro de nosso coração e, claro, em nossas Casas:

Estamos acolhendo as pessoas? Estamos recebendo-as com carinho e cordialidade?

Estamos fazendo a parte que nos compete que é acolher aqueles que chegam ao centro espírita?

 

Pensemos nisso.

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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