O Óbolo da Viúva

Após uma gravação para um vídeo desta casa querida, o Centro Espírita Vinhas do Senhor, nas conversas rotineiras que se seguiram ao encontro, o Sr. Valdenir, trabalhador da casa em diversos setores e um dos organizadores do site, virou-se para mim e perguntou:

— Você escreve?

Meio sem entender a pergunta, respondi que não.

Ele, com sua boa vontade e persistência no trabalho, voltou a me perguntar:

— Gostaria de escrever?

Em seguida, explicou sobre as mensagens publicadas no site e convidou-me a colaborar com reflexões. Com muito bom senso, como sempre, mostrou a importância do trabalho na Causa Cristã e das oportunidades que se apresentam aos seguidores do Cristo.

Respondi que leria as mensagens já publicadas no site e, depois, daria uma resposta sobre passar ou não a escrever.

Saindo dali, em direção às diversas atividades que o dia ainda me proporcionaria, veio-me à mente uma conhecida passagem do Evangelho. Certamente, não foi uma coincidência.

Trata-se da passagem em que uma viúva deposita um simples óbolo — a menor das moedas da época — como oferenda no templo. Jesus, porém, diz aos seus discípulos que aquela havia sido a maior oferta daquele dia, pois muitos poderosos e ricos ofertavam apenas aquilo que lhes sobrava, movidos pela vaidade e pela ostentação, enquanto aquela pobre viúva entregava justamente aquilo que lhe fazia falta, aquilo que seria destinado ao seu próprio sustento.

Como se esse ensinamento dos Evangelhos já não fosse suficiente, no livro Pontos e Contos, Irmão X, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, na lição *Maior Dádiva*, nosso irmão espiritual amplia ainda mais essa reflexão.

Ele nos conta que, naquele mesmo dia das ofertas, Jesus e seus discípulos foram os últimos a sair do templo. Ao observarem o local, perceberam que, após a partida de todos, uma simples escrava iniciava a limpeza do templo. Pedro, então, perguntou a Jesus se a viúva realmente havia sido quem mais ofertara naquele dia.

Jesus respondeu que sim, mas acrescentou que, sem dúvida, a maior benfeitora diante de Deus era aquela simples e humilde escrava que, dobrada de trabalho, entregava o seu suor no serviço ao templo.

Essa mensagem nos mostra, com muita clareza, a importância de doarmos aquilo que possuímos e, muitas vezes, até mesmo aquilo que nos faz falta, como fez a viúva com seu óbolo: nosso tempo, nossos momentos de lazer, nossa disposição para servir.

Entretanto, Jesus também nos deixa claro que o que realmente faz a diferença é o nosso trabalho com Ele e para Ele, ainda que pareça pequeno aos olhos do mundo, como o óbolo da viúva ou como a limpeza realizada pela humilde escrava do templo.

Dessa forma, uma vez por semana, colocarei minhas singelas reflexões à disposição dos irmãos, comentando passagens do Evangelho e procurando destacar a importância de vivermos os ensinamentos de Jesus em nosso dia a dia.

Trabalhemos, meus irmãos, e não nos esqueçamos de que *a fé sem obras é morta*. E lembremo-nos de que até o pouco que podemos ofertar torna-se muito aos olhos de Deus quando é oferecido com amor.

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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