VIDA E AMOR

Humberto - Vida e AmorTudo neste universo conspira à nosso favor, mesmo que não compreendamos os acontecimentos que nos surpreendem todos os dias.

A Lei Universal é a Lei de Amor e ninguém consegue fugir, por mais que tente, à grandiosa atração que une todos os seres da criação. Aqueles que se encontram distantes (emocionalmente) de outros, por leis inexoráveis e perfeitas, são conclamados à retificação de postura e sentimentos.

Bendita a Lei Divina!

 Centro Espírita Vinhas do Senhor

Pouso Alegre/MG, 06 de maio de 2015.


Pelo Espírito Irmão X (Humberto de Campos).

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Livro: Cura. Lição nº 24. Página 71.

 

A cena desenrolou-se há quase cinco anos. O apelo vinha de longe.

O cansaço da velha amiga se lhe desenhava no rosto. E o rosto dela se nos refletia no espelho da mente.

Era Dona Maria Eugênia da Cunha, que eu conhecera menina e moça em meus últimos tempos no Rio.

Lembrava-nos a afeição, rogava socorro espiritual.

A jovem de outra época era agora uma viúva, pobre, residindo de favor com o filho único, recém-casado. O chamamento lhe fluía do ser, em nossa direção:

– Meu amigo, em nome de Jesus, se é possível, auxilie-me… Não aguento mais!

Utilizando os recursos do desencarnado, quando pode ganhar distância e tempo, fomos vê-la e encontramo-la, arrasada de angústia, ante os insultos da nora. Maria Cristina, a boneca que lhe desposara Júlio, o filho que ela preparara com tanto mimo para a vida, não considerava nem mesmo a tempestade lá fora, e ordenava:

– E a senhora saia daqui hoje…

– Mas hoje? Com esta noite? – arrazoava a sogra, em pranto.

– Estou farta, se eu fosse velha moraria no asilo.

– Preciso ver meu filho…

– Isso é que não. Quem manda nesta casa sou eu…

– Sou mãe.

– Seja o que for saia daqui. A senhora tem irmã no Leblon, tem sobrinhos em Madureira… Pode escolher…

– Maria Cristina!…

– Não dramatize.

– Afinal, você me expulsa deste modo?! Que fiz eu?

– Não vou com a sua cara.

– Minha filha, pelo amor de Deus, não me atire assim porta fora…

– Arranque-se daqui ou não respondo pelo que possa acontecer.

– Júlio!…Quero ver Júlio!…

– A senhora não mais envenenará meu marido com as suas conversas…

– Ah! Meu Deus!…

– Não se escore em Deus para mudar de assunto. Saia agora!

– Preciso arranjar minhas coisas, minha roupa…

– Nada disso… Amanhã, a senhora telefona, que eu mando seus cacarecos…

– Não posso sair assim…

– Vamos ver quem pode mais…

Colocando algum dinheiro nas mãos da sogra, sacudiu-a com violência e, em seguida, puxou-a até a porta e gritou:

– Vá de táxi, vá de ônibus, vá como quiser, mas desapareça!

Inútil qualquer tentame de socorro. A moça, transtornada, não assimilava qualquer apelo de misericórdia.

Num momento, Dona Maria Eugênia se viu empurrada para a rua.

A pobre cambaleou, arrastou-se, e, mais alguns minutos de chuva e lágrimas nos olhos, o desastre… Projetada ao longe por pesado veículo, veio à fratura mortal.

No dia seguinte, identificada pelo filho numa casa de pronto-socorro, largou-se do corpo, ao anoitecer.

Abateu-se o infortúnio sobre o casal. Júlio e Maria Cristina passaram a condição de doentes da alma. Por mais que a mulher engenhasse a escapatória, asseverando que a sogra teimara em sair em visita à irmã, debaixo do aguaceiro, o esposo desconfiava. Desconfiava e sofria.

Dona Maria Eugênia, porém, na espiritualidade, compadeceu-se dos filhos e, conquanto enriquecida de proteção e carinho, não se sentia tranquila ao sabê-los em desentendimento e dificuldade.

Repetia preces, mobilizou relações e, depois de quatro anos, venceu o problema, tornando, de novo, à Terra…

Hoje, fui ver a velha amiga renascida no Rio.

Renasceu de Júlio e Maria Cristina, lembrando uma flor de luz no mesmo tronco familiar. Os pais felizes, agindo intuitivamente, deram-lhe o mesmo nome: Maria Eugênia.

O jovem genitor beijava-a enternecido e a ex-nora, transfigurada em mãezinha abnegada, guardava-a sobre o próprio seio, com a ternura de quem carrega um tesouro.

Meditava nos Prodígios da Reencarnação, à frente do trio, quando o irmão Felisberto, que me acompanhava, falou, entre alegria e a emoção:

Veja meu amigo!…

– Não adianta brigar, condenar, ofender, perseguir…

– A Lei de Deus é o Amor e o Amor Vencerá Sempre.

 

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São 38 anos de uma história real, verdadeira, na seara do bem, contada por muitas pessoas.
Dois espíritos que planejaram suas vidas em parceria no plano espiritual, reencarnaram com propósitos de trabalho e cumpriram suas metas ou talvez até as superaram. 

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